Morte de Falcon pode estar ligada a homicídio de sargento reformado no Recreio
Falcon era presidente da Portela e candidato a vereador Foto: Luis Alvarenga / Agência O Globo
A Divisão de Homicídios (DH) tem duas linhas de investigação principais sobre o assassinato do presidente da Portela e candidato a vereador pelo PP, Marcos Falcon. A primeira investiga a hipótese de o homicídio estar relacionado à outra morte de um policial, em maio deste ano, e fazer parte de uma disputa pela exploração de caça-níqueis na cidade. Já a outra apura se a morte tem ligação com uma desavença de Falcon, que era subtenente da PM, com outro candidato a vereador, Fausto Alves, policial reformado.
Para agentes da especializada, chamou a atenção a semelhança entre os modus operandi dos assassinos de Falcon com os responsáveis pela morte do sargento reformado Geraldo Antônio Pereira, há quatro meses. Na ocasião, o PM foi vítima de um ataque de homens encapuzados armados com fuzis a um clube, na Zona Oeste do Rio — mesma forma como Falcon foi atacado em seu comitê, em Oswaldo Cruz. Falcon e Pereira trabalharam juntos na Divisão Antissequestro da Polícia Civil no início dos anos 2000.
Ao mesmo tempo, a DH apura a informação passada por parentes da vítima no local do crime de que Falcon e o também candidato a vereador pelo Fausto Alves eram “arquirrivais”. Antes de morrer, Falcon teria acusado Fausto de retirar e quebrar placas com suas propagandas eleitorais de Vila Valqueire, bairro onde morava na Zona Norte.
‘Ele nunca mexeu com meu pessoal’
O EXTRA tentou, na tarde de ontem, localizar Fausto Alves em seu comitê de campanha, em Bento Ribeiro, na Zona Norte. Inicialmente, o repórter recebeu a informação de que o candidato retornaria em breve e concederia entrevista. Por volta das 17h, porém, um assessor identificado como Alex comunicou que o político estava em compromissos na Zona Oeste e que, por isso, faria contato por telefone até o início da noite. A ligação, porém, não ocorreu.
Mais cedo, de manhã, Fausto chegou a falar com o jornal “O Globo”. À repórter, alegou que a relação com Falcon se dava apenas “como policiais”.
Fausto Alves é candidato a vereador pelo mesmo PP de Falcon Foto: Reprodução / Facebook
— Ele nunca mexeu com meu pessoal. No último sábado, a carreata dele passou por aqui, e ele me mandou um abraço. Sobre essa questão de arrancar placas, como estão dizendo, também arrancaram várias minhas e eu não sei quem fez — afirmou.
Nas proximidades do comitê de campanha em Bento Ribeiro, embora predomine a publicidade de Fausto Alves, é possível ver placar de outros candidatos, de diversos partidos. Enquanto o EXTRA esteve no endereço, por cerca de uma hora e meia, carros de som de outros políticos também passaram pelo local.
Falcon foi atingido por pelo menos quatro tiros de fuzil no peito e na cabeça. De acordo com testemunhas, quatro homens encapuzados e portando fuzis foram responsáveis pela execução. O bando chegou ao local em um Gol prata. Três deles saíram do veículo, mas só dois entraram no comitê. Após o crime, os bandidos fugiram no mesmo carro.
Fonte:Extra


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