PM investiga divulgação de fotos de cabo do Batalhão de Choque do DF
Em imagem em preto e branco, militar cobre mamilos e pênis com as mãos.
Colocada em montagem, foto estava em grupo do qual homem faz parte.
Montagem que circula em redes sociais com fotos de cabo do Batalhão de Choque da Polícia Militar do DF: na primeira, homem está fardado e segura tocha olímipica; na segunda, posa com as mãos cobrindo os mamilos e o pênis (Foto: Reprodução)
A Polícia Militar abriu procedimento administrativo para apurar a divulgação de um ensaio fotográfico de um cabo do Batalhão de Choque do Distrito Federal. Na imagem, em preto e branco, ele aparece de lado e cobre os mamilos e o pênis com as mãos. A foto circula em redes sociais dentro de uma montagem, que traz também o PM segurando a tocha olímpica
O caso chegou ao conhecimento da corporação via redes sociais. Levantamento feito pela polícia aponta que a foto foi extraída de um grupo no Instagram, no qual o cabo compartilha informações confidenciais sobre os trabalhos que faz como fotógrafo. A foto original traz o policial de costas para a mulher, também nua e cobrindo os mamilos com as mãos, quando estava grávida.
O G1 não conseguiu contato com o militar. Em áudio enviado a colegas, ele pediu que prints com os nomes de pessoas que compartilharam a montagem. O militar diz ainda que mantinha o perfil aberto até pouco tempo, para dividir com outros fotógrafos as imagens que fazia. “Eu não tinha nada a esconder de ninguém”, afirmou.
No áudio, o cabo afirma acreditar que a montagem foi feita por um colega. “O comandante do Batalhão [de Choque] viu, não gostou, me chamou”, conta. “Ele me passou que vai atrás de quem fez a montagem e quem está a compartilhar e vai punir, porque está denegrindo a imagem da corporação e do batalhão em si.”
De acordo com a Polícia Militar, o homem não será punido. No dia 5 de setembro, o alto escalão da corporação enviou circular orientando os servidores sobre como se comportarem em redes sociais e prevendo punição para situações consideradas irregulares. “Alguns PMs têm confundido o direito constitucional de liberdade de expressão com ofensas à hierarquia, à disciplina, à ética, à moral e aos bons costumes”, diz o documento.
Bombeira em fotos sensuais
Em julho último, o comando do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Paraná determinou que a soldado Lilian Villas Boas, de 32 anos, fosse presa por oito dias. O motivo foi que ela participou de um ensaio fotográfico em fevereiro, para um projeto do fotógrafo Arnaldo Belotto. Nas fotos, ela aparecia com parte dos seios à mostra.
Bombeira em fotos sensuais
Em julho último, o comando do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Paraná determinou que a soldado Lilian Villas Boas, de 32 anos, fosse presa por oito dias. O motivo foi que ela participou de um ensaio fotográfico em fevereiro, para um projeto do fotógrafo Arnaldo Belotto. Nas fotos, ela aparecia com parte dos seios à mostra.
Segundo Belotto, as fotos ficaram no site do projeto por menos de 24 horas. "Uma delegada civil do Rio de Janeiro acabou printando as fotos e enviando ao comandante aqui em Curitiba", diz. Desde então, Lilian começou a receber pressão dos comandantes para que as imagens fossem retiradas do ar.
Lilian ainda teve que responder pelo processo disciplinar. Segundo a nota de punição publicada em um boletim interno do 7º Grupamento, a pena foi por ela ter exposto "a intimidade e privacidade de seu corpo". A falta foi considerada média pelos superiores, culminando nos oito dias de prisão. O documento é assinado pela tenente Giselle Machado, que é comandante do grupamento.
Lilian ainda teve que responder pelo processo disciplinar. Segundo a nota de punição publicada em um boletim interno do 7º Grupamento, a pena foi por ela ter exposto "a intimidade e privacidade de seu corpo". A falta foi considerada média pelos superiores, culminando nos oito dias de prisão. O documento é assinado pela tenente Giselle Machado, que é comandante do grupamento.
O g1 tentou contato com Lilian, mas ela preferiu não se manifestar a respeito. A soldado disse apenas que recorreu da sentença e que a pena ainda não havia sido cumprida.
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que não pode se manifestar sobre o caso, pois a bombeira ainda poderia recorrer à corporação para mudar a sanção que recebeu.


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