Aliados de Michel Temer tentam minimizar rejeição
O percentual dos que acreditam que o governo é ruim ou péssimo se manteve em 39%
Levantamento divulgado ontem mostrou que a desaprovação à maneira do presidente administrar subiu de 53% para 55% ( FOTO: PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA )
Brasília. O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), minimizaram ontem, o resultado da última pesquisa Ibope/CNI, que aponta a manutenção do alto índice de rejeição do governo Temer. "A baixa popularidade de Temer é natural porque o governo está no início", considerou Renan, que almoçou hoje com o presidente no Palácio do Planalto.
Aliado de Temer, o senador Aécio Neves também minimizou os resultados apontados nas última pesquisa de avaliação do governo. "O presidente Temer não tem que se preocupar com popularidade. Temer tem um compromisso com reforma estruturais", afirmou o tucano.
Pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã de ontem mostrou que a desaprovação à maneira do presidente Michel Temer governar subiu de 53% para 55% e 17% não souberam ou não responderam, contra 16% da mostra divulgada anteriormente.
Na pesquisa anterior, 31% aprovavam a maneira de Temer governar, agora 28% aprovam.
O porcentual dos que acreditam que o governo é ruim ou péssimo se manteve em 39% e os que acham o governo regular caiu de 36% para 34%. Não souberam responder 12%, ante 13% da última pesquisa. Sobre o nível de confiança em Temer, 68% disseram não confiar, contra 66% do levantamento anterior. De acordo com a nova pesquisa, 26% disseram confiar, um ponto porcentual a menos que o último levantamento. Não souberam responder 6%, ante 7% da última pesquisa. Comparando com o governo Dilma Rousseff, 38% disseram que se trata de um governo igual (ante 44% do dado anterior). Para 24% (ante 23%), é um governo melhor que o anterior. Mas para 31%, o governo Temer é pior (ante 25%).
Não souberam responder 7% (ante 8% da última pesquisa).
A pesquisa foi realizada durante o período eleitoral, entre 20 e 25 de setembro, com 2.002 pessoas em 143 municípios. A margem de erro é de 2 pontos e o nível de confiança, de 95%.
'Crise profunda'
O ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, avaliou ontem que a baixa aprovação ao governo do presidente Michel Temer é resultado do atual momento enfrentado pelo país, que passa por uma "crise profunda".
O ministro disse esperar que, com a expectativa do governo federal de melhora do quadro econômico, a aprovação à administração peemedebista melhore nos próximos meses.
"Eu acho que faz parte do momento que o Brasil está vivendo. Nós recebemos o país realmente em uma crise muito profunda", disse. "Deu uma melhorada e vamos continuar melhorando, porque estamos empenhados para avançar, melhorar o ambiente de negócios e gerar emprego e renda", acrescentou.
Frustração
O resultado da pesquisa frustrou a equipe de Michel Temer, que esperava um crescimento da popularidade do presidente após a administração peemedebista ter se tornado efetiva, em agosto.
A manutenção de um patamar menor que 20% tem causado preocupação entre assessores e auxiliares presidenciais, para os quais a alta reprovação alimenta o discurso de partidos de oposição de que falta legitimidade ao peemedebista para seguir à frente do Palácio do Planalto.
Fonte:DN


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