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CRM apura conduta de médica suspeita de levar filho menor para auxiliá-la em cirurgia

Menino aparece ao lado da mãe no que seria um quarto do Hospital Santa Casa de Misericórida de Lagoa Santa Foto: Instagram / Reprodução

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) vai abrir uma sindicância para apurar a conduta da médica que foi demitida por suspeita de levar o filho menor de idade para auxiliá-la durante uma cirurgia no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens, que foram postadas pela própria médica em seu perfil em uma rede social, mostram o garoto ao seu lado, com um avental hospitalar e uma touca, dentro de uma sala de operações do local.
Em uma das imagens, que foram compartilhadas na última terça-feira, a médica faz uma brincadeira e chama o filho de "doutor". Em outra fotografia, o garoto parece ajudar a mãe a manipular um equipamento médico. As imagens chocaram internautas, que criticaram o hospital.
De acordo com a assessoria de imprensa do CRM-MG, se houver indícios de que a médica cometeu alguma infração, ela poderá ser submetida a um processo ético-profissional.
Leia a nota do órgão na íntegra:
"O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) tomou conhecimento de notícia de que médica teria levado o filho para acompanhá-la em cirurgia por ela realizada em hospital da cidade de Lagoa Santa. Nesses casos, o CRM-MG abre sindicância para apuração dos fatos e, havendo indícios de infração ética, instaura processo ético-profissional. Cumpre esclarecer que os processos éticos tramitam em sigilo profissional".
Em foto, mãe chama o filho de "doutor" Foto: Instagram / Reprodução


Em nota, assessoria de imprensa da unidade de saúde também informou que "foi aberto procedimento para apuração das responsabilidades de todos os profissionais envolvidos na ocasião".
Leia na íntegra a nota assinada pelo diretor técnico do hospital, Guilherme Ribeiro Camara:
"A Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Lagoa Santa informa que instaurou uma sindicância, em caráter excepcional, com a finalidade de apurar a divulgação dos fatos ocorridos e dos possíveis responsáveis, em virtude da divulgação de fotos nas redes sociais que sugerem a conduta irregular de ato médico na instituição. Representantes do hospital e do Instituto Laborare - gestora da Santa Casa, já foram designados para constituírem a Comissão de Sindicância instituída, que deverá apresentar o relatório conclusivo aos órhãos responsáveis para as providências cabíveis".



Fonte:Extra

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