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Guarda municipal agride vendedor de coco e detém homem que filmou ação

Edilson e o vendedor agredido foram levados ao Segundo Distrito Policial, no bairro Aldeota, onde foi feito um termo circunstanciado de ocorrência, onde ambos garantiam que retornariam para prestar esclarecimentos quando intimados


Edilson conta que já estava de saída do pequeno quiosque fixo, localizado no aterro da Praia de Iracema, quando percebeu a chegada de fiscais e guardas municipais ( Foto: Reprodução Google Street View )


Um vendedor de coco foi agredido, na tarde deste domingo (7), por um oficial da guarda municipal de Fortaleza no aterro da Praia de Iracema. A ação, que aconteceu no quiosque onde o homem trabalhava, foi filmada pelo professor de história Edilson Cavalcante. O vendedor de coco e Edilson foram detidos e levados ao 2º Distrito Policial, no bairro Aldeota, onde foi feito um termo circunstanciado de ocorrência. Ande ambos garantiam que retornariam para prestar esclarecimentos quando intimados.
Edilson estava de saída do pequeno quiosque fixo, localizado no Aterro da Praia de Iracema, próximo ao restaurante Tia Nair, quando percebeu a chegada de fiscais e guardas municipais. Os oficiais exigiram que vendedor encerasse as atividades e fechasse a barraquinha. Acreditando que os funcionários públicos não estavam tratando o trabalhador de maneira correta, o professor de história pegou seu telefone celular e filmou parte da ação.




Edilson contou que o vendedor, apesar de inconformado com a ação, estava tentando ligar para o proprietário do quiosque para informar que estava fechando, mas já tinha concordado em encerrar suas atividades pelo dia e recolhia as mesas e as cadeiras. "Em nenhum momento o vendedor de cocos foi agressivo, ameaçou eles [os fiscais e os guardas municipais] ou tentou fugir, mas mesmo assim os guardas agrediram o cidadão", disse Edilson. Ele explica que filmou apenas parte da ação, conforme o vídeo, mas que os oficiais alegaram que o vendedor tinha agido com desacato à autoridade.
"Quando perceberam que estavam sendo filmados, os oficiais vieram para cima de mim, dizendo que eu iria com eles para a delegacia como testemunha", disse Edilson. Em seguida, ele conta que pediram o celular dele diversas vezes, às quais ele respondeu que não estava em posse do aparelho. "Nesse momento um deles me deu voz de prisão, me derrubou no chão e os outros apontaram aquelas armas gigantes de borracha pra mim, muito próximo do meu rosto, aquilo ali de perto mata. Depois eles me algemaram e eu fui levado pra delegacia", relembrou Edilson. Ele contabiliza que foi liberado por volta das 19h30 ainda do domingo, após assinar um temo de compromisso de retorno. "Quando eles me intimarem eu devo voltar para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido".
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (SESEC) informou que os oficiais em questão estavam participando de uma operação na área contra o comércio irregular. Em nota oficial, a SESEC afirmou que possui Ouvidoria e Corregedoria independentes que são responsáveis pela tramitação de casos dessa natureza e que será instaurado um Procedimento Disciplinar Interno que irá apurar os fatos. Para isso entretanto, a assessoria disse ser necessário que as pessoas que foram supostamente agredidas devem procurar o órgão e formalizar o pedido para que sejam feitas as oitivas de cada caso.


Fonte:DN


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