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Estrangeira vive há um mês no Aeroporto Internacional do Rio

Olga diz que está morando no Galeão há um mês Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Há cerca de um mês, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, tem servido de abrigo para uma israelense de 58 anos, que se identifica como Olga Babaeva. Com uma pequena maleta de metal e uma mochila com um travesseiro e uma coberta, ela perambula pelo saguão do aeroporto pedindo dinheiro e comida para os passageiros.
A história da Olga, revelada pelo G1, tem intrigado funcionários do Galeão. Eles contam que a estrangeira passa o dia caminhando pelas dependências do aeroporto e, durante à noite, costuma desaparecer, quando se tranca em banheiros para deficientes ou se escora em uma cadeira para dormir.
—A gente fica preocupado de ver essa senhora por aqui. Ela não fala português, mas consegue pedir dinheiro para se alimentar — disse um vigilante.
A empresa RIOgaleão, responsável pelo aeroporto, confirma que há senhora de origem estrangeira que está transitando pela área pública do aeroporto há cerca de três semanas.
Olga passa grande parte do dia pedindo dinheiro na praça de alimentação do Galeão Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

O extra foi ao Galeão e encontrou com Olga na praça de alimentação, enquanto ela almoçava. Com ar tímido e falando apenas inglês, ela aceitou conversar com a reportagem e contou que chegou ao Brasil, no ano passado, depois de sair de Israel e passar pela França, Itália e Venezuela:
— Em 2016, tive um problema familiar, mas que não quero falar sobre isso, e resolvi viajar pelo mundo. Quando cheguei em Manaus, fui furtada e perdi todos os meus documentos, inclusive o passaporte. De lá, juntei dinheiro e parti para Brasília e logo depois vim morar no Galeão. Aqui é um lugar seguro e que consigo viver bem.
Olga, durante almoço pago por um passageiro Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Sem conseguir explicar direito o motivo de sua permanência no Brasil, ela diz que sonha conseguir ajustar a sua documentação para continuar vivendo no Rio de Janeiro.
—Tenho uma amiga que mora em São Pedro da Aldeia (Região dos Lagos) e há cerca de um mês passei por lá e consegui ligar para a casa dos meus filhos que moram em Israel. Eles estão desesperados para eu voltar, mas não quero. Prefiro ficar por aqui — diz a estrangeira que afirma ter três filhos de 29, 37 e 39 anos.
Antes de se enveredar pelo mundo, Olga diz ter trabalhado como atendente de hotéis e restaurantes, em Telavive, em Israel:
—Aqui, tenho conseguido me manter com a ajuda das pessoas. Às vezes, dou uma passeada pela cidade. Vou aos shoppings e logo depois volto para o Aeroporto, que é um lugar tranquilo para ficar.
O caso é investigado pela Polícia Federal, que afirma ter notificado o consulado israelense e encaminhado a questão ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).

Fonte:Extra

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