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Saiba quais são os cuidados que você deve ter na praia

Os afogamentos (e os arrastões) costumam ser os fatores que mais preocupam os cariocas na praia. Mas a atenção deve ir além disso. O passeio comum em dias quentes pode ser prejudicial à saúde se alguns cuidados não forem tomados. A qualidade da água, por exemplo, deve ser observada antes de escolher qual praia será visitada. O Instituto estadual do Meio Ambiente (Inea) determina quais são os locais próprios para banho e disponibiliza as informações por meio do aplicativo “Partiu praia” e pelo link <is.gd/partiupraia>.
— O risco de banho em praias impróprias reside no contato do corpo com vírus, bactérias e protozoários capazes de desencadear inúmeras doenças como hepatite A, gastroenterite, cólera, além do risco de otites, conjuntivite e doenças respiratórias — alerta a dermatologista Kaliandra Cainelli.
A exposição solar também deve ser controlada, como orienta a dermatologista Mayara Brito do Nascimento:
— A radiação ultravioleta A (UVA) penetra na camada mais profunda da pele e é responsável pelo fotoenvelhecimento. E a UVB, que é mais incidente entre 10h e 16h, está relacionada à queimadura solar e ao câncer de pele. É preciso se preocupar também com a insolação.
A hidratação é outro fator que deve ser levado em consideração pelos banhistas. Passar muito tempo exposto a altas temperaturas desidrata o corpo, principalmente de crianças e idosos.
— Não aconselho o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas na praia, porque, apesar de serem líquidos, favorecem a desidratação. Recomendo o consumo de água e de água de coco. Se for beber mate, é melhor comprar aquele de copinho que mesmo sendo industrializado é mais seguro que o de galão, já que não sabemos a procedência da água — indica Carolina Oliveira, nutricionista da clínica Bem Bonita.
Frutos do mar só devem ser consumidos se você conhecer a procedência dos alimentos e confiar no preparo. Levar um lanche caseiro é uma saída, mas sem maionese.
— Antes de comer, veja o aspecto físico e o cheiro do alimento. Se achar que há algo de errado, não coma — aconselha Carolina.
Crianças se perdem na areia e pais estão no celular
É comum que crianças se percam na praia, por ser um local amplo e com muitas pessoas. Na Operação Verão da Guarda Municipal do ano passado — que começou em setembro de 2017 e terminou em março de 2018 — foram contabilizados 212 casos de crianças perdidas. Já na operação deste verão, iniciada em 12 de outubro do ano passado, foram registrados 132 casos até agora.
A distração dos pais no celular é um dos fatores que contribui para o sumiço das crianças na praia.
— Seja nas praias ou nos parques, o perigo do celular é justamente gerar distração. Os pais ficam cuidando das redes sociais e deixam os filhos em segundo plano. Quando se sai com uma criança, você está responsável por uma pessoa imatura, impulsiva, inquieta e naturalmente curiosa. Estar com uma criança requer abandonar o celular. Se vocês estiver acompanhado de outro adulto é possível organizar um revezamento. Enquanto um olha a criança, o outro mexe no celular e depois vocês trocam — aconselha Clay Brites, pediatra e neurologista infantil do Instituto NeuroSaber.
Para facilitar o encontro das crianças com seus responsáveis, a Guarda Municipal distribui pulseiras de identificação nos calçadões e nas areias das praias da Zona Sul e Oeste do Rio.
— Os responsáveis devem orientar as crianças a buscar apoio dos agentes de segurança como guardas municipais, policiais militares e bombeiros salva-vidas caso se percam— orienta o subinspetor Jorge Guedes, comandante do Grupamento Especial de Praia (GEP) da Zona Sul.
Desde 2017, pessoas que encontram crianças perdidas nas praias usam como “senha” colocar a criança nos ombros e bater palmas em grupo.





Fonte:Com informações do Extra


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