Header Ads

Notícias de Última Hora

Encenação da Paixão de Cristo emociona fiéis em bairros da Capital

Na Paróquia Cristo Rei, no Centro, dezenas de católicos acompanhavam a interpretação da crucificação de Jesus Cristo

Dezenas de católicos acompanharam a interpretação da crucificação de Jesus Cristo, após percursos pelas ruas da Aldeota e do Centro ( Foto: Natinho Rodrigues )


Vermelhos. Os olhos emocionados, a rosa aconchegada entre as mãos, as vestes antes brancas do Jesus agora crucificado, ensanguentado. Somente esses tons quebraram o cinza da manhã chuvosa desta sexta-feira (30), em vários bairros de Fortaleza, onde paróquias e grupos religiosos encenavam as 14 estações da Via Sacra, relembrando a Paixão de Cristo.
No bairro Farias Brito, na Regional I da Capital, dezenas de fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Dores ignoraram o clima frio e iniciaram o percurso por várias ruas com o céu ainda em penumbra, logo às 6h. Junto a eles, caminharam pelas estações jovens religiosos que encarnaram os papéis de Jesus, Maria, os soldados e outros personagens relembrados nos espetáculos da sexta-feira da Paixão.
Já na Paróquia Cristo Rei, no Centro, os católicos acompanharam, ainda cedo, a interpretação da crucificação de Jesus Cristo, em um percurso que partiu às 8h da Capela das Irmãs Missionárias, na Aldeota, e caminhou pelas ruas do bairro até a igreja – sob emoção constante tanto dos atores como dos fiéis.
“Ser confundido com Jesus é um exercício diário: precisamos reconhecê-lo no outro e deixar o outro reconhecê-lo em nós”, define Rubens Ubiratan, 49, que vivencia o papel principal com “muita entrega” há 26 anos. Apesar do tempo, uma das 14 paradas segue tocando o católico de forma especial. “Maria foi a grande catequista de Jesus. O encontro dela com Ele, na quarta estação, o fortaleceu, renovou. E, nesse momento de tanta emoção, eu também me sinto renovado”, declara.
Direitos Humanos
Acompanhando o espetáculo pela primeira vez, a professora Célia Araújo, 54, tomou a experiência como momento de reflexão. “A Semana Santa é um momento de tentarmos ser pessoas melhores, ver que os irmãos que têm sido massacrados em chacinas, os jovens usando drogas para matar a fome, não devem ser julgados por nós”.
Estabelecer uma ligação do rito religioso com a realidade e os Direitos Humanos é justamente uma das intenções do pároco da Cristo Rei, padre Rezende. “Nosso foco é tentar encarnar a nossa relação com Deus sem esquecer da relação com o próximo. Quando Jesus cai da cruz, caem também os adolescentes marginalizados, os pobres condenados à miséria”, metaforiza o sacerdote, alertando, ainda, para um link mais profundo da Via Sacra com os dias atuais.
“Jesus foi condenado como bandido, não tinha teologia na decisão de crucificá-lo. Se você é cristão e defende que 'bandido bom é bandido morto', você está em pecado mortal. Porque para Jesus, bandido bom é bandido convertido – e não no sentido religioso, mas convertido à cidadania”, conclui padre Rezende.
Às 15h, a Paróquia Cristo Rei iniciará a celebração da paixão e morte de Jesus com o rito de adoração da cruz, seguida da procissão do Senhor morto, uma tradição secular da Igreja Católica. A procissão também percorrerá ruas da Aldeota e do Centro, ocasião em que os fiéis estarão vestidos de cor preta, em sinal de luto.
Fiéis encenam Paixão de Cristo na Paróquia Cristo Rei, no Centro de Fortaleza



Fiéis encenam Paixão de Cristo nas ruas do bairro Farias Brito, em Fortaleza

Fiéis encenam Paixão de Cristo nas ruas do bairro Farias Brito, em Fortaleza




Fonte:DN


Nenhum comentário

Deixe Seu Comentário. Sua Opinião é Muito Importante